O dólar teve um forte aumento na quarta-feira (18), atingindo um recorde de R$ 6,2672, com uma alta de 2,82%, a maior desde 10 de novembro de 2022. Esse aumento foi impulsionado pelo pessimismo do mercado em relação ao pacote de cortes de gastos do governo, apresentado ao Congresso Nacional.
Na terça-feira à noite, a Câmara dos Deputados aprovou medidas que proíbem a ampliação de benefícios tributários durante déficits públicos e ativam um “gatilho” que limita os gastos do governo com pessoal em caso de déficit primário.
O mercado tem expectativas baixas quanto à eficácia dessas medidas para controlar a dívida pública, especialmente após declarações do presidente Lula ao programa Fantástico, que reforçaram a percepção de pouca intenção do governo em reduzir despesas.
No cenário internacional, o destaque foi a decisão do Federal Reserve (banco central dos EUA) de cortar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para um intervalo entre 4,25% e 4,50% ao ano.
Em consequência desse ambiente negativo, o Ibovespa caiu 3,15%, a maior queda desde 10 de novembro de 2022.
O dólar encerrou o dia com uma alta de 2,82%, sendo cotado a R$ 6,2672. Durante o dia, a cotação máxima alcançada foi de R$ 6,2707.
Com este resultado, o dólar acumulou:
- Um ganho de 3,85% na semana;
- Um aumento de 4,44% no mês;
- Uma valorização de 29,15% no ano.
No dia anterior, a moeda americana havia subido 0,02%, sendo cotada a R$ 6,0956.
